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Semiótica na publicidade: introdução e conceitos


Por Rodrigo C. Furlan

Analista de Criação e Desenvolvimento na A&P Publicidade

Nas palavras de Sir Peter Alexander Ustinov, “Comunicação é a arte de ser entendido”. Toda forma de comunicação tem um objetivo e, para atingir seu objetivo com eficiência, o profissional de comunicação conta com diversas ferramentas. Mas, com uma infinidade de opções a sua disposição, como garantir que sua mensagem crie o efeito desejado?

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A aplicação da semiótica na publicidade pode ajudar com isso! Para entender mais sobre o assunto, acompanhe o primeiro texto sobre o tema que escrevo aqui para o blog da A&P.

O conceito de semiótica

Semiótica é a ciência do estudo dos signos, que são todos e quaisquer elementos que representam significado e geram sentido, sendo eles verbais ou não verbais.

O cérebro humano busca constantemente classificar e interpretar seu ambiente para, assim, encontrar significado, e a semiótica estuda justamente o indivíduo visando desvendar o significado que é criado em seu consciente.

Os estudos semióticos são extremamente abrangentes, pois são baseados em todos os tipos de signos: formas, gestos, posicionamento, cores, diagramação etc.

A relação com a publicidade

A publicidade tem como função principal a disseminação de informação para influenciar decisões. Por isso, a construção da mensagem deve sempre levar em consideração todos os aspectos que podem influenciar no resultado final do discurso.

Isso significa construir uma relação harmônica entre os elementos aplicados na arte ou texto: cores, fontes, elementos visuais, posicionamento dos elementos isolados, posicionamento em relação aos outros elementos, formato de veiculação, locais de veiculação, etc. Todos os aspectos da construção têm efeito no resultado.

Um exemplo prático de semiótica na publicidade

É fácil ilustrar a importância dos detalhes citados anteriormente.

Imagine que uma peça foi produzida para a divulgação de um festival de filmes de terror. Os signos “filmes de terror” sozinhos são capazes de projetar imagens na mente do receptor. Por convenção, algumas destas imagens são coletivas, como as cores escuras (preto, marrom, etc.), os gritos (elementos de áudio), sangue, monstros, assassinos etc.

Estes elementos são esperados pelo público e o uso deles é praticamente obrigatório para a formação da mensagem. Um cartaz construído usando elementos discernentes causaria estranhamento e afetaria a penetração da mensagem.

Cores claras e vibrantes podem levar o público alvo a ignorar a peça, uma vez que o fluxo de informação que recebemos diariamente é absurdamente grande. Deve-se sempre trabalhar para que o receptor da mensagem compreenda seu conteúdo antes mesmo de efetivamente ler seu conteúdo.

Por estes e outros motivos o estudo semiótico é indispensável para a construção, desenvolvimento e efetividade da mensagem do discurso publicitário.

Gostou desse artigo que introduz o tema “semiótica na publicidade”? Então não deixe de acompanhar meus outros textos complementares que serão publicados aqui no blog nos próximos meses.

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