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Estudo da Semiótica em imagens


Por Rodrigo C. Furlan

Analista de Criação e Desenvolvimento na A&P Publicidade

Como explicado no meu primeiro texto, Semiótica na Publicidade: introdução e conceitos, a Semiótica é a ciência dos signos, que ajuda a compreender a construção de significado.

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É essa ciência que nos ajuda a explorar o universo das linguagens, codificações e interpretações, sempre considerando que o desenvolvimento do indivíduo, sendo ele, moral, social e intelectualmente, altera sua percepção e a importância que ele dá a cada signo.

Nas palavras da especialista Lúcia Santaella: “essa quase-ciência fornece as fundações para as três ciências normativas: estética, ética e lógica, e estas por sua vez, fornecem as fundações para a metafísica.” (SANTAELLA, 2002, p. 11).

Um dos elementos estritamente relacionados com o estudos semióticos é a imagem, portanto, hoje quero explorar a aplicação da Semiótica em imagens dentro da Publicidade.

As contribuições de Pierce

É impossível abordar este tema sem mencionar um dos grandes nomes em estudos e estruturamento da Semiótica, o americano Charles Sanders Peirce, pois foi ele que desenvolveu três categorias que descrevem fenômenos conscientes resultantes da interação do homem com os signos:

  1. Primeiridade: consciência imediata, percepção espontânea. A imagem de recepção imediata.
  2. Secundidade: reação, compreensão e interpretação de seu conteúdo.
  3. Terceiridade: mediação de conteúdo por experiências.

Na composição do discurso, temos outros aspectos de construção a serem analisados: o ícone, o índice e o símbolo.

  • Ícone: criado por convenção, semelhante ao objeto representado. Ex: imagem da chama.

  • Índice: representa não um objeto, mas uma ação ou reação específica. Ex: fumaça, representando algo que queima ou queimou.

  • Símbolo: tem funcionalidade descritiva, porém não tem uma relação direta com o objeto descrito. Ex: kanji de fogo.

A linguagem, por sua vez, é composta pela unidade dessas categorias. Com seus estudos, Peirce, ampliou a noção do que é um signo e, consequentemente, ampliou a noção de linguagem.

Nossa intenção ao usarmos imagens é representar algo; porém, uma imagem é caracterizada por quem a lê. Cada indivíduo possui uma leitura e interpretação diferente, e não há apenas um sentido que possa ser atribuído a ela. O leitor é quem atribui o significado definitivo ao receber a mensagem.

Aplicação dos conceitos na Publicidade

Os conceitos cunhados por Pierce são de alta relevância na criação do discurso publicitário. Quando produzimos uma peça, seja ela texto ou imagem, criamos não um, mas infinitos significados que surgem das diferentes formas de interpretação do público.

“Segundo Peirce, para determinar o que uma coisa significa é necessário examinar suas possíveis conseqüências futuras, como ela funciona, o que pode realizar”. (PEIRCE apud BROSSO, 1999, p.39)

Em resumo, a linguagem é volátil e os vários significados resultantes do discurso são formados a partir da interpretação do indivíduo receptor, baseado em suas experiências passadas.

A Comunicação é algo extremamente complexo e curioso,não é mesmo? Continue acompanhando meus próximos textos, nos quais darei continuação a este breve estudo sobre o uso da Semitótica em imagens e em mais elementos da Publicidade.

Referências

SANTAELLA, Lucia. Semiótica Aplicada. 1 ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

BROSSO, Rubens e VALENTE, Nelson. Elementos de Semiótica: Comunicação Verbal e Alfabeto Visual. 1 ed. São Paulo: Panorama, 1999.

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